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over 2 years ago

O que é um ENGINEERING JUDGMENT?

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O Engineering Judgment (EJ) utiliza-se quando as condições de aplicação de sistemas antifogo não se enquadram nos valores de teste / ensaios efetuados para o tipo de sistema em causa. Desta forma, o EJ corresponde à análise efetuada para responder às especificidades de um determinado projeto, sendo apenas aplicável para o objeto em estudo.

Este documento, normalmente em formato PDF; é elaborado por um especialista da área de proteção antifogo, devendo, para o efeito, cumprir os requisitos normativos atualmente em vigor no país, bem como respeitar quaisquer indicações das entidades reguladoras.


Qual o seu propósito?

Numa obra, é recorrente, os clientes / empreiteiros depararem-se com necessidades de aplicações antifogo muito especificas, devendo-se essencialmente aos seguintes fatores:

  1. dimensões dos atravessamentos;
  2. material-base para a aplicação (betão, madeira, sistemas de fachada, juntas, entre outros);
  3. classe de resistência ao fogo necessária;
  4. diversidade de especialidades e respetivas características.

A combinação destes fatores, por norma, resulta num tipo de aplicação que não se enquadra nos sistemas de proteção antifogo já testados e aprovados – o que implica a definição de uma solução customizada, que inclui esquemas / desenhos, para o projeto em concreto ou para uma única aplicação.

Fig 1: Exemplo de um EJ


Como é que estes Esquemas / Desenhos são gerados?

O processo de consulta e análise técnica, correspondente ao Engineering Judgment, inicia assim que o cliente disponibiliza uma descrição da aplicação pretendida, que dê resposta aos fatores característicos listados.

Fig 2: Esquema de uma aplicação em obra

Depois de iniciado o processo, uma equipa de técnicos especializados em Proteção Passiva Contra-Incêndios analisa os elementos e define uma solução.

Conforme referido anteriormente, esta análise pode ser acompanhada de esquemas / desenhos detalhados. Estes desenhos pormenorizados são desenvolvidos tendo por base não só uma combinação de aprovações / certificações de entidades externas e testes / ensaios realizados internamente, mas também um vasto conhecimento das propriedades dos diferentes produtos em determinadas condições de aplicação.

Fig 3: Engineering Judgment produzido pela Hilti Firestop Engineering Team

Por vezes, atendendo à especificidade de determinadas aplicações, pode ser necessária a intervenção de um especialista antifogo do próprio fabricante, de modo a permitir uma análise mais aprofundada e sustentada, com base nas características e aplicabilidade dos seus produtos, permitindo, desta forma, a definição da solução mais adequada.


Engineering Judgments na Hilti

Os sistemas de proteção contra-incêndio tem como principal objetivo impedir a passagem de fogo e fumo, através de atravessamentos compartimentados (lajes e paredes). Em todo o caso, existem outros sistemas que também garantem o isolamento acústico e a estanquidade à água.

A prescrição deste tipo de sistemas é parte integrante das Normas em vigor, em cada país, para o setor da construção – o que obriga ao cumprimento de determinados requisitos e à apresentação de ensaios e aprovações, que comprovem o funcionamento do conjunto (parede / laje + sistema antifogo) bem como a sua classificação e capacidade resistente.

Atualmente, para além dos padrões da norma ASTM, não existem diretrizes especificas para a elaboração de um EJ. No entanto, a utilização de EJs é aceite mundialmente, uma vez que os ensaios efetuados, o processo de classificação e as aprovações garantem que cada sistema possui capacidade suficiente para resistir a uma hora ou mais de fogo.

Note-se que países como a Índia adotaram a normalização UL ou EN, com o objetivo de assegurarem as condições de segurança necessárias para os projetos.


De seguida, serão listadas não só as características que permitem avaliar se o documento apresentado cumpre os requisitos normativos em vigor, mas também se integra toda a informação necessária para o caso em análise. Estes aspetos ajudam a validar o documento, conferindo ao cliente uma maior confiança / segurança aquando da utilização deste tipo de informação técnica.

Por último, serão indicados os passos necessários para que se possa solicitar uma análise destas.


1. Características de um EJ Regulamentado

  • Uso de sistemas antifogo já testados, sempre que possível, em vez de EJs
  • Emitido única e exclusivamente por técnicos qualificados
  • Baseado em interpolações de sistemas antifogo semelhantes e previamente testados
  • Baseado na expectativa de que o sistema antifogo recomendado apresentará um comportamento conforme esquematizado, quando submetido ao teste padrão antifogo para a capacidade de resistência ao fogo exigida
  • Limitado apenas às condições específicas para as quais foi projetado
  • Emitido para um único projeto de construção, não sendo aplicável a outros projetos sem revisão pela entidade emissora
  • Emitido apenas nas regiões onde a regulamentação da construção aceita o uso deste documento para cumprimento dos requisitos das normas em vigor


2. Requisitos Básicos para a Elaboração / Apresentação de um EJ

  • Uso de escrita formal, podendo ou não incluir desenhos detalhados
  • Indicação de que a solução antifogo recomendada se trata de um EJ e não de uma aplicação corrente
  • Identificação clara da obra, do empreiteiro, das especificidades da aplicação requerida bem como da capacidade de resistência ao fogo necessária (horas)
  • Descritivo detalhado de todos os elementos vitais que constituem o sistema antifogo (p.e. características da envolvente do atravessamento, tipologia das especialidades, dimensão das aberturas, requisitos mínimos de distâncias necessárias entre especialidades e abertura, entre outros)
  • Inclusão de instruções para a correta instalação do sistema antifogo definido
  • Introdução não só a data de emissão e assinaturas de autorização, mas também a identificação e contactos do emissor
  • Indicação do sistema testado que serviu de base para a definição da solução
  • Desenvolvido de acordo com um único standard


3. Passos para Solicitar um EJ

  • Recolha toda a informação necessária referente ao projeto e à aplicação em si
  • Aceda à seguinte página (https://www.hilti.pt/content/hilti/E2/PT/pt/engenharia/servicos-engenharia/avaliacao-tecnica.html) e selecione a opção “Abrir o Pedido de Avaliação Técnica” – escolha a opção que lhe for mais conveniente. Note-se que é fundamental que partilhe todos os detalhes e informações relevantes para que o processo decorrer de forma mais ágil.
  • Assim que possível um membro da equipa entrará em contacto e dará seguimento ao processo internamente


Desta forma, é possível perceber a importância e a utilidade de um EJ, particularmente quando se tratam de aplicações singulares, em que é necessário assegurar a estanquidade e segurança do sistema.

Conforme já referido, o recurso a EJs é obrigatório quando não existe nenhum sistema já testado que se enquadre nos requisitos exigidos, mesmo que a diferença entre um e outro não seja muito significativa.

Neste pressuposto, de modo a dar uma reposta rápida e eficaz às necessidades dos clientes, a Hilti formou e alocou os recursos necessários, criando assim uma equipa altamente qualificada e inteiramente dedicada a esta área.


Se tiver dúvidas adicionais, pode contactar a nossa Equipa de Engenharia de Apoio Técnico para assistência e apoio, através do e-mail: engenharia.pt@hilti.com

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